<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Adriana Oliveira</title>
	<atom:link href="https://adriana.oliveira.art.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://adriana.oliveira.art.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 26 May 2021 12:29:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://adriana.oliveira.art.br/wp-content/uploads/2021/12/cropped-Nacar_Frontal-32x32.jpg</url>
	<title>Adriana Oliveira</title>
	<link>https://adriana.oliveira.art.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Academia, intestino, meu corpo e o causo dos sabonetes</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/academia-intestino-meu-corpo-e-o-causo-dos-sabonetes/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/academia-intestino-meu-corpo-e-o-causo-dos-sabonetes/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 12:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=182</guid>

					<description><![CDATA[A hipervalorização do corpo no mundo das academias é algo que incomoda, e muito. Isto, para não comentar a hipersexualização. Peitos, coxas e bundas suntuosos, associados a muita maquiagem, em alguns casos. Há quem viva disso, e chega a ser ostensivo, para quem só quer perder um pouco de peso, como eu. Não, não gosto&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A hipervalorização do corpo no mundo das academias é algo que incomoda, e muito. Isto, para não comentar a hipersexualização. Peitos, coxas e bundas suntuosos,  associados a muita maquiagem, em alguns casos. Há quem viva disso, e chega a ser ostensivo, para quem só quer perder um pouco de peso, como eu.</p>
<p>Não, não gosto desse universo, mas recorro a ele, de tempos em tempos. Academias de ginástica poderiam ser uma outra coisa. Meu problema não é fazer atividade física, disto gosto. Meu problema é procurar o aparelho e não achá-lo, ou quando o acho está ocupado, e a música barulhenta, e aqueles instrutores que vêm dar a mão, perguntando se está tudo bem, sendo que nunca estou à vontade ali. Além dos já mencionados exacerbos femininos; tudo isto gera um incômodo enorme e faz com que a experiência não seja quase nada aprazível.</p>
<p>Acrescendo-se a isto, esta semana, meu intestino preso, meu intestino solto; que sofreguidão. Tenho estado lenta, não sei se é TPM ou o incômodo intestinal. Em ritmo lento, cumpro o básico. Gostaria de ter lido mais do Itamar Jr, e da Clarisse, mas não consegui. Às vezes somos sucumbidos pelo corpo. Mas, vamos seguindo, dia a dia.</p>
<p style="text-align: center;">*<br />
Caminho sensível<br />
Terra do mar<br />
Cheiro da terra<br />
Café e pomar</p>
<p>Cafezinho cheirando fizinho, em bom mineirês. Bebemos junto ao resto de pizza Toscana de ontem, que comemos com prazer. O solzinho da manhã batendo no rosto, enquanto brinco com as cachorrinhas e dou-lhes mexerica. Tranquila manhã de segunda. Geralmente é ele quem prepara nossas refeições; sinto-me princesa por isso (prefiro colaborar com a cozinha, que costumo deixar em ordem para os preparos).</p>
<p>A mesma sensação de princesa sentia, na adolescência, depois de lavar o box do banheiro e poder tomar meu banho com tudo limpinho. Era um banheiro pequeno, inclusive a janela, de maneira que o vapor que saía com dificuldade acabava por criar limo nos frisos dos azulejos. Cada semana era uma das irmãs quem limpava. Usávamos Bombril de Veja multiuso, para tirar as gretas pretas. Lavávamos da altura da cabeça para baixo, inclusive a saboneteira, que costumava acumular crostas de sabonete em barra derretido.</p>
<p>Minha mãe sempre disse que a saboneteira do box, o porta sabão da pia da cozinha, e o do tanque, deviam estar sempre secos, para que as barras não amolecessem. E aprendi isso. Mas, há quem não o faça. Meu namorado é um deles (não deixo de amá-lo por isso, mas acho curioso). Ele é muito econômico em tudo. Parte elétrica, equipamentos, e mesmo despensa. Mas, sabão e sabonete são seus fracos no quesito desperdício. A esponjinha da pia vai molhada sobre a barra (embora haja um compartimento para ela), de modo que esta se derrete inteira. Sabonetes caem no chão do banheiro e amolecem, e ele simplesmente pega um novo, antes de terminar os amolecidos! Acho estranho; cada um com sua mania. Eu, por exemplo, subutilizo meus equipamentos – não os emprego em seus potenciais integrais, pois esqueço suas funções ou mesmo não sei utilizá-las. De tempos em tempos faço umas recapitulações, e revejo seus usos; até esquecer-me novamente. (Ele também deve achar isto muito diferente de seu <em>modus operandi</em>).</p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p>Mas, o que isso tem a ver com o corpo? E com a eventual sensação de ser princesa? E com economia? E com tecnologia? Tem a ver, vejam se me entendem. Temos um corpo e lidamos com ele dia a dia. Sucumbimos à rotina e deixamos de cuidar do corpo, de modo que ir à academia sempre é (no meu caso), quando a coisa começa a ficar periclitante. Nosso corpo é nosso equipamento, é nossa interface com o mundo, e deveríamos cuidar dele como fazemos todas as outras coisas na nossa rotina. Quando suplantamos as idiossincrasias da academia e fazemos nossos exercícios com prazer, e quando curtimos terminá-los e tomamos um banho gostoso, acabamos por economizar em roupas que nos escondem, em doces que nos deem prazer, pois o prazer já vem da atividade física e de estarmos nos cuidando.</p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p>Quanto à ostensiva superestimação corpórea e hipersexualização feminina dentro desses ambientes, sinceramente, melhor não se apegar a isso, e passar um sabonetinho na cena – até que se melhore a forma física e este tipo de ação não afete tanto. (E, depois de muito fitoterápico, o intestino e a disposição voltam a melhorar).</p>
<p style="text-align: center;">*<br />
Arominha vem pelo ar<br />
Música bela ressoa ao fundo<br />
No meio da tempestade<br />
Tranquilidade</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/academia-intestino-meu-corpo-e-o-causo-dos-sabonetes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As laranjas, os sentimentos e o humor</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/as-laranjas-os-sentimentos-e-o-humor/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/as-laranjas-os-sentimentos-e-o-humor/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Apr 2021 13:11:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=56</guid>

					<description><![CDATA[Esqueci as laranjas na padaria; e os dois pãezinhos também. Era para minha jantinha do feriado de Tiradentes. Feriado no meio da semana &#8211; e da Pandemia &#8211; é algo estranho; ainda mais reclusão. Penso aqui, como é bom namorar. Cá estou eu, porém tenho ele lá. Tudo tão diferente de antes. Que Deus nos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esqueci as laranjas na padaria; e os dois pãezinhos também. Era para minha jantinha do feriado de Tiradentes. Feriado no meio da semana &#8211; e da Pandemia &#8211; é algo estranho; ainda mais reclusão.<br />
Penso aqui, como é bom namorar. Cá estou eu, porém tenho ele lá. Tudo tão diferente de antes. Que Deus nos proteja, para que isto não acabe. Realmente, muito diferente ter alguém.<br />
Eu vivia isolada e triste, perambulando sozinha pelas galerias de Juiz de Fora, comendo besteiras e assistindo TV, pouco conseguindo produzir. Isto foi por oito longos anos. Até que vi o filme do Fred Mercury e, aquelas belas músicas, concentradas num só audiovisual bem produzido, acabaram por mexer comigo. Parece incrível, né? Mas foi algo assim, visceral; melhorou meu ânimo. De repente, minha energia vital voltou.<br />
Cometi erros, sim, quem não os comete? Um grande erro, que não posso comentar aqui, mas não me julgo; antes do que lhes relato, eu estava no fundo do poço. Se me questionarem, justifico com argumento psíquico, o que não é mentira; eu realmente não estava em mim. Medito: re-edito.<br />
“Plumagem verde balança, no morno ar reentrante, pensamento calmante”.<br />
“A cachorrinha-soldado se arrasta pela grama; pindorama”.<br />
“O adubo é o fermento das plantas” e as ideias são o fermento dos pensamentos. Ou seriam os sentimentos?<br />
Os sentimentos são o fermento dos pensamentos. Pensando, talvez seja isto. Quando estamos felizes, os pensamentos e as ações fluem. Quando estamos muito tristes, tudo trava e ficamos prostrados, física, mental e emocionalmente. Não seria nem o caso de laranjas, já que as mencionei, mas de doces, muitos doces, para atenuar estes sentimentos de tristeza. O importante aqui é não ser muito rígido consigo; formas mais arredondadas também são belas &#8211; até que o ânimo volte e você consiga se exercitar.<br />
Uma conversa sincera com uma amiga (se você tiver alguma ou algum), filmes, livros, exposições, são todos starts para a melhora do humor. Até uma prece; por que não? Eu também uso aplicativos de meditação e de terapia; são ótimos aliados para a manutenção de uma mente saudável que, se os tivesse descoberto antes (ou se existissem antes), teriam me ajudado deveras.<br />
“Lilás, rosa<br />
Verde e laranja<br />
O jardim<br />
Do meu namorado”<br />
Fim de semana vamos nos ver. Esta semana tem sido um pouco esquisita, um pouco mais lenta, depois de tantas atividades, então aproveito para escrever e gravar alguns áudios (confesso que nisto estou tendo um bloqueio; o conhecido excesso de rigor derivado de críticas), mas vamos lá.<br />
“Borboletinha preta<br />
Passarinho branco<br />
Quanto encanto”.</p>
<p>Obs: As citações são pequenos haicais criados em uma manhã, após minha meditação. O que fala sobre o fermento ser o adubo das plantas vem da mente criativa do meu namorado.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/as-laranjas-os-sentimentos-e-o-humor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A historinha do troco e do George, o cadeia-humana</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/a-historinha-do-troco-e-do-george-o-cadeia-humana/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/a-historinha-do-troco-e-do-george-o-cadeia-humana/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 11:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=42</guid>

					<description><![CDATA[Era uma tarde de sexta-feira. Acordei mais tarde, pois minha semana havia sido muito intensa. Às onze eu teria depilação. Enrolei na cama até que, às 10:30 levantei e me arrumei rapidamente, para ir. Fiz toda a depilação, ainda cansada, e querendo que aquilo acabasse logo. Ao pagar, o total era 120,00. Paguei com este&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma tarde de sexta-feira. Acordei mais tarde, pois minha semana havia sido muito intensa. Às onze eu teria depilação. Enrolei na cama até que, às 10:30 levantei e me arrumei rapidamente, para ir.</p>
<p>Fiz toda a depilação, ainda cansada, e querendo que aquilo acabasse logo. Ao pagar, o total era 120,00. Paguei com este valor, redondo, mas recebi 30,00 de troco. Nem percebi o equívoco da funcionária, coloquei o dinheiro na bolsa, e vim embora.</p>
<p>Passei na vendinha de frutas e legumes e fiz algumas compras, que totalizaram 24,00. Paguei com 25,00 e recebi 6,00 de troco; ou seja, 5,00 a mais. Isso me soou estranho, mas não falei nada. O período é de muitas economias, para a compra da casa própria e, por esta razão, considerei o erro do dono como sorte minha.</p>
<p>Ao chegar em casa, percebo que havia perdido meu celular. Desesperada, pela perda de  um equipamento no valor de 3.000,00, tirei tudo da bolsa, afoitamente e decidi ir à vendinha; último local pelo qual passei.</p>
<p>Lá, vejo que o celular não havia ficado, e a esposa do dono decide, generosamente, ligar para o meu número, quando constato que ele havia sido esquecido no instituto de depilação. Lhe agradeço imensamente, com peso na consciência, devido ao troco errado e, ao voltar ao local, rapidamente, para pegar o aparelho, a atendente me fala que eu havia ficado com 30,00 de troco.</p>
<p>Eu fiquei um pouco na dúvida, não havia percebido, mas ela me mostrou o que paguei, e acabei por acreditar, mesmo sem conferir o dinheiro em casa. Lhe disse então que estava sem nenhum valor ali comigo, pois larguei tudo em casa, na pressa, e lhe falo para pôr na minha conta, que mês que vem eu acertaria com ela, se constatasse os 30,00 na minha bolsa. Fiquei de lhe mandar uma mensagem confirmando.</p>
<p>Vim para casa com a estranha sensação de que algo estava ocorrendo, pois eu estava recebendo mais trocos. Logo pensei no meu equívoco moral na vendinha de frutas.</p>
<p>George, o cadeia-humana, aquele que bloqueia os caminhos e nos prende, do lado de dentro e do lado de fora, é um personagem criado pelo meu namorado, que denota muito bem o que ocorreu aqui. Recebi um valor a mais e não o devolvi, por ganância. No final das constas, quase perdi um celular caríssimo, e somente o obtive de volta, porque fiquei também com excesso de troco, embora não tenha percebido. Deve ser ação do George, se pensarmos nesta história como uma ficção, ou do meu anjo-da-guarda, para quem acredita nisso.</p>
<p>Mas, refletindo comigo, me pareceu que existe uma lei de trocas, que retroalimenta todo o sistema, e nos lembra de sermos éticos.</p>
<p>Se pegarmos, como exemplo, os dois maiores mamíferos do planeta, a baleia azul, e o elefante, podemos inferir que ambos passaram por  processos de adaptação diversos,  até se tornarem o que são.</p>
<p>O mesmo acontece conosco, vamos nos adaptando; o meio nos mostra (ou nos força), e este é  o resumo desta história, se é de tem de haver algum: Como nos tornarmos melhores? O universo pode estar nos mostrando o caminho que devemos seguir.</p>
<p>Podar para crescer melhor. Poda, poda, Georgina!</p>
<p>*  (Georgina é a namorada do George, o cadeia-humana).</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/a-historinha-do-troco-e-do-george-o-cadeia-humana/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um conto em uma Página</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/um-conto-em-uma-pagina/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/um-conto-em-uma-pagina/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 11:54:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=44</guid>

					<description><![CDATA[Chuva fresca da manhã. Passarinhos cantando. Uma gotinha insistente cai na telha ao lado e rouba minha atenção. Um galo cantando aos fundos e um passarinho amarelo salpicando no ar. Os cachorrinhos do vizinho brincam, um passarinho preto passa; dois passarinhos passam. Consegui ir ao banheiro; há um ar de dezembro, quente, tranquilo e chuvoso.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chuva fresca da manhã. Passarinhos cantando. Uma gotinha insistente cai na telha ao lado e rouba minha atenção. Um galo cantando aos fundos e um passarinho amarelo salpicando no ar.<br />
Os cachorrinhos do vizinho brincam, um passarinho preto passa; dois passarinhos passam.<br />
Consegui ir ao banheiro; há um ar de dezembro, quente, tranquilo e chuvoso.<br />
Mas, é setembro, e tudo ainda está por vir.<br />
Setembro Amarelo. Anabelle. Artista tentando viver. Ela tomou. Tomou tudo; engoliu tudo de uma vez só.<br />
Confusa, queria saber, saber seu lugar e disse: -Eu tenho valor.<br />
Eu gostaria de saber e perguntei à psiquiatra, e gostaria que ela soubesse e lhe disse: -Pergunte à Dra Ana como é seu mecanismo psíquico, para você se entender melhor, e não se debater tanto.<br />
Porque às vezes, parecia que ela brigava consigo mesma. Estava brigando conosco; mas a briga era com ela.<br />
-Sou artista! Eles me diminuem. -Vamos abrir uma padaria? Belle, não temos tradição; sequer conhecemos um padeiro. Padeiro é o de menos, ela me disse. Fiquei atônita, com tão absurda colocação. -Vamos abrir uma marcenaria? Anna, não temos capital para abrir um negócio, no momento; nem know-how nessa área. -Eu não quero ficar lá!!! E isso foi, e foi, até que foi.<br />
O cachorrinho preto do vizinho, o mais novo, caiu na piscina. Ouvi batidas n’água e fui ver; era ele, se debatendo, tentando sair, tentando viver. Chamamos o vizinho e o filho mais velho mergulhou e o pegou. O pobrezinho havia engolido muita água, mas sobreviveu. Salvamos uma vida. Pensei feliz e aliviada.<br />
As cabeças dos alhinhos começaram a germinar e cresceram, criando raízes, como as conexões de seus neurônios, mas estes cintilam sempre pelas mesmas rotas; arroto humildemente.<br />
A grama, outrora seca, esverdeou milagrosamente, depois de uma tarde e uma noite de chuva. A plasticidade da natureza espanta, de tão sábia.<br />
A manhã abre com uma bela aurora. Mais um dia.<br />
O mágico ilusionista de ontem cantou a bola: Nos vemos de lá. </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/um-conto-em-uma-pagina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Delirantes Imagens Dalíneantes</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/delirantes-imagens-dalineantes/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/delirantes-imagens-dalineantes/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 12:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=179</guid>

					<description><![CDATA[Dianna estava num pátio, grande, que tinha um teto baixo. Dora tentava alçar vôo, corria e, ia voar, mas o paraquedas girava e girava e girava novamente, como se tivesse areia na pista; estava derrapando! Ouvi sua irmã, Bella, dizer -Que perigo! Cabelo macio de medusa dentro d&#8217;água, na piscina; totalmente onírico. O canarinho olhando&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dianna estava num pátio, grande, que tinha um teto baixo. Dora tentava alçar vôo, corria e, ia voar, mas o paraquedas girava e girava e girava novamente, como se tivesse areia na pista; estava derrapando! Ouvi sua irmã, Bella, dizer -Que perigo! Cabelo macio de medusa dentro d&#8217;água, na piscina; totalmente onírico. O canarinho olhando desconfiado, virava a cabecinha para todos os lados. Abria o biquinho, mas não emitia som audível para nós; sinalizava perigo.<br />
Ainda assim, era tudo, toda a cena, muito plácida. Cheirinho de grama molhada. Cheirinho de chuva caindo no lodo. Cheirinho de água no asfalto. Cheirinho de eucalipto na esquina da curva. Sim, tinha uma curva. Estranha sinestesia. Onde estavam? Era campo? Era cidade? Era uma escola? Lembro-me do pátio vermelho da escola, com aqueles conhecidos ladrilhos hexagonais.<br />
Dora tentou novamente e girou e girou, como o cocô no vaso sanitário, dançando na água circulante. Que loucura perigosa, penso eu.<br />
Foi um sonho interessante. Estávamos em um congresso. Havia várias pessoas, de diversas áreas, arte-ciência, literatura, cinema e artes em geral. Um carinha bonito iria apresentar um texto sobre cinema, mas ele saiu no meio, precisava dar aulas de geografia. Subiu uma ladeira (eu o segui), e ele perdeu o ônibus; desistiu de ir à sua aula. Isso me lembrou tempos antigos, de grande severidade existencial, e muita dificuldade para chegar nos lugares, devido às longas distâncias.<br />
Descemos a ladeira. Eu lhe disse que não me sentia boa o suficiente para minha apresentação, isto é um problema. Ele, por alguma razão, se identificou comigo. Logo após, estávamos num lugar, parecia a Casa das Rosas, na Avenida Paulista, mas era um pouco diferente. Nós, escritores, tínhamos de resumir 5 livros e os disponibilizá-los no local, que os usaria com fins de circulação de ideias. Comentei com ele que era um pouco abusivo termos de fazer isso tudo, só para podermos mostrar nossas criações.<br />
De repente, várias figuras esquisitas estavam entrando na minha sala, para ver minha apresentação. Neste momento eu me sentia segura e reconhecia essas pessoas: -Este se parece com Cicrano, este com Beltrano, e a sala foi se enchendo.<br />
Antes disso, logo depois da ladeira, ou talvez na própria ladeira, estávamos em perigo e segurados num barranco. Ou talvez segurando o barranco. Eu falei que Fernando Pessoa era minha salvação. O jovem do cinema-geografia ouviu, e uma aluna mais nova foi pedir ajuda. Anjos devem estar rondando.<br />
Solto um pum macio e reconfortante, e acordo feliz.<br />
Quando vejo, estava na escola, com o piso vermelho, vendo ela mostrar seu filme surrealista, Delirantes Imagens Dalíneantes.<br />
-Homem é bobo, mesmo! Di, você passou e ele olhou sua bunda! Eles sempre fazem isso! -Ai nossa senhora! disse ela.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/delirantes-imagens-dalineantes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fluxo, terra, verde dança amornante</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/fluxo-terra-verde-danca-amornante/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/fluxo-terra-verde-danca-amornante/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 11:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=46</guid>

					<description><![CDATA[Passarinhos amarelos passeiam pelo terreno cinza, pardaizinhos marrons brincam nos raminhos verdes e bem-te-vis cantam seu canto sonoro. Os balõezinhos verdes agora murchos continuam enfeitando os fios elétricos, enquanto um caminhão azul passa e as rosadas flores enfeitam a árvore do jardim da sua vizinha da frente; D. Zélia. Cachorrinhos latem ao fundo enquanto seu&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passarinhos amarelos passeiam pelo terreno cinza, pardaizinhos marrons brincam nos raminhos verdes e bem-te-vis cantam seu canto sonoro. Os balõezinhos verdes agora murchos continuam enfeitando os fios elétricos, enquanto um caminhão azul passa e as rosadas flores enfeitam a árvore do jardim da sua vizinha da frente; D. Zélia. Cachorrinhos latem ao fundo enquanto seu intestino vibra, querendo agir.<br />
Ontem ficou na dúvida: quando o pequeno óvulo fecundado se prende na parede do útero, é em que dia da gestação? Efetivamente já estaria grávida, pensou ela? O garoto de blusa roxa dava coices abruptos na parede. Nesse ponto, posso fazer massagens modeladoras, pensa Isadora? Teve medo de ter tido um aborto precoce naquele mês. Era muito sangue. Empossou no edredon; passa um caminhão vermelho, teria sido um sinal?<br />
Outro garoto atira pauzinhos e pedrinhas ao vento. Fazia movimentos expressivos de alogamento no ar; pura expressão cinestésica. Foi voltou pegou uma sacola, sua camisa branca e vermelha combinava com a toalha xadrez. Lembrou do seu sangue novamente.  O pote de doce de leite com morango também lhe recordou a cena. Porções vermelhas- vibrante adornavam o vidro. Um aperto no estômago. Teria cometido um erro deste tamanho?<br />
Olhou e havia tufos, verdadeiras mechas de vigorosos pêlos brancos. De onde saíram? Há quarenta dias não estavam lá, onde a vitalidade costuma pulsar, elaborava ela. Se bem que, são bem vivos, e se sentia mais viva do que nunca. Tanta coisa a fazer, ainda. Tanta Vida por vir! E, tanta coisa se fora. Coisas inimagináveis, de tão duras. Garotas de família estruturada não conseguiriam nem pensar.<br />
-Sou adulta e ainda tenho muito a viver! -Carrego uma considerável bagagem comigo! Que Shiva dance, dance muito e mova as pedras dos tortuosos trajetos da família Amorim. -Ainda desejamos nossos verdes terrenos.<br />
Observando daqui, a chuva caía forte sobre a grama, o telhado, e a piscina azul.<br />
Cinco formiguinhas estáticas, prostradas no açúcar cristal, faziam seu trabalho incansável.<br />
As manhãs no Parque Jardim da Serra tinham a tranquilidade do vento morno de uma tarde quente.  </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/fluxo-terra-verde-danca-amornante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Barriga-terra Oco-vulcão</title>
		<link>https://adriana.oliveira.art.br/barriga-terra-oco-vulcao/</link>
					<comments>https://adriana.oliveira.art.br/barriga-terra-oco-vulcao/#_comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[nefproducoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 11:57:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://oliveira.art.br/?p=48</guid>

					<description><![CDATA[Ela pensava em fazer cerâmicas oco-vaginas, como o meio-pão oco, sem miolo e quentinho, que comeu no dia anterior. Estas formas, remetiam-se também a úteros. Ela, que pensava muito nisso. Siriema invertida, colocava as pernas para o ar, a cada vez que faziam amor. Era assim mês a mês, por dias seguidos, nos seus períodos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela pensava em fazer cerâmicas oco-vaginas, como o meio-pão oco, sem miolo e quentinho, que comeu no dia anterior. Estas formas, remetiam-se também a úteros. Ela, que pensava muito nisso. Siriema invertida, colocava as pernas para o ar, a cada vez que faziam amor. Era assim mês a mês, por dias seguidos, nos seus períodos férteis.<br />
A barriga-terra, outra cerâmica, era como o bumbunzinho da Jacu, que parou no jardim; saliente e protuberante.  Saíam muitas formiguinhas do umbigo da barriga vulcão-terra. Elas aravam o terreno. Mas, o medo de dar uma bolha na barriguinha e explodir tudo no forno tomava conta. Imagina a cena? Muitos estilhaços de argila preta se espatifando no forno quente. Cósmico, como a barriga-útero.<br />
Era preciso furar a bolha e ver o ar sair, e o líquido sair, para curar bem o bebê e este nascer direito. Como o gozo menstrual, que molhava sua calcinha quando a pequena suricato colocava-se de pé.<br />
As formiguinhas, que aravam o terreno da barriga-vulcão, agora percorriam suas pernas, rio abaixo, como uma trilha negra-feromônio, e formavam poças escuras nos ladrilhos bege do banheiro. Mas, se fossem abaixo, e abaixo, chegariam à terra do jardim, e podiam caminhar até a horta, onde as grandes folhas bagunçadas de taioba enfeitavam o terreno.<br />
No muro, ao fundo, havia dois passarinhos amarelos presos pela lateral, bem na parede, que comiam a terrinha do cimento. Ficaram lá um bom tempo, suspensos; como alfinetes cor de ouro fincados na parede. De repente, voaram. Olhando abaixo, ela viu um besourinho caído, com a patas suspensas ao ar, como a siriema, mas estava morto.<br />
Mas, se tratava de vida; muita vida. Aquela paisagem exuberante e livre a animava. Colocou a barriga-terra-útero na grama para fotografar. Ajustou a câmera a fez o clique. De repente, num átimo, acordou com sua mão espanando o pernilongo que zunia no corpo macio, roliço e delicado. </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://adriana.oliveira.art.br/barriga-terra-oco-vulcao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
